Imperfeições perfeitas

sumiçoEstou bem sumida, eu sei! Do instagram, então, nem se fala! Porém, o post hoje não é para me justificar ou algo parecido, pois já não há mais “desculpas”. O problema mesmo é motivacional e todo mundo passa por essa fase, né? O lado bom é que estou consciente da minha “indisciplina” e o lado ruim é que, mesmo ciente, está sendo bem complicado voltar ao trilho totalmente. De qualquer forma, hoje vim falar de outros sentimentos.

Uma amiga muito querida me passou uma música e ela fala sobre o amor de homem com uma mulher. A letra inteira é bonita, porém, a melhor parte é uma frase do refrão. Para ser mais exata uma “expressão”.

Cause all of me
Loves all of you
Love your curves and all your edges
All your perfect imperfections
Give your all to me
I’ll give my all to you
You’re my end and my beginning
Even when I lose I’m winning
‘Cause I give you all, all of me
And you give me all, all of you

Depois de ouvir umas 47714411 de vezes essa música (sou assim: gosto e ouço até enjoar), fiquei pensando em outro tipo de amor: o próprio. Eu já falei desse tema em outros posts, aqui e aqui. Porém, sempre é bom retomar, pois acho que, no fundo,  muitos dos problemas que enfrentamos com a comida estão relacionados a nossa autoestima, a nossa segurança interna e por isso, com o nosso amor próprio. Pensando nisso, sempre me lembro do clipe da Dove (postei aqui) e que tem tudo a ver com essa expressão da música.

Afinal, por que alguns traços de nossas personalidades são considerados imperfeições por nós mesmos? É como falam “ tudo depende do seu ponto de vista”. Se você souber analisar bem seus pontos mais “críticos”, eles podem ser “perfeitas imperfeições” e que são essenciais para construir o que você é. Claro que nem tudo são flores, mas por que ser tão duras conosco? Se a sociedade já tanto nos julga, por que temos que ser mais uma a julgar? Focamos em detalhes sem importância, perdendo nossa energia em assuntos pequenos e acabamos achando na comida esse conforto vazio.

respeito-ao-biotipo-4013-1Não estou aqui falando sermos 100% confiantes em nós mesmos, ninguém é assim. NINGUÉM, nem mesmo a Gisele Bündchen. O que estou propondo tanto para vocês quanto para mim é que sejamos menos exigentes, menos “cobradores” de uma perfeição nossa em determinados assuntos e, especialmente, no emagrecimento. Sejamos menos cobradores dos outros também, afinal,  odiamos quando os outros cobram da gente né? (“e ai, emagreceu quanto já?”)

Precisamos aprender a respeitar nosso biotipo, nossas limitações. Isso não quer dizer que devemos nos acomodar na situação na qual estamos. Isso quer dizer é que chegada a certo ponto não há nada o que fazer para alterar a situação. Por ex, mesmo quando tinha 65kg, minhas pernas continuam grossas e muito maiores do que a maior parte das minhas amigas. Eu aprendi que independente de quanto eu pese, eu sempre vou ter. Então, eu vou tentar lidar da melhor maneira possível e aproveitar esse meu atributo, certo?

Precisamos aprender a nos compreender e a nos aceitar, pois será a partir desse momento que até nossas imperfeições serão perfeitas 🙂

Beijos,

Mudanças

Quem somos para julgar mudanças ou avaliar se são boas ou ruins? As mudanças ocorrem e só podemos ter certeza de que foram boas ou não depois de algum tempo. Na minha humilde opinião (por mais que ainda faça isso), não cabe a nós ficar apreensivos ou chateados com elas. Afinal, algumas não podem nem ser previstas, né? Elas vêm e pronto.

O que cabe a nós é aceitar a nova realidade. Aceitá-la por inteiro e não tentar olhar pra trás ou até mesmo não comparar com um cenário hipotético de algo que poderia ter acontecido. Eu, infelizmente, raramente consigo fazer isso, porém, vejo que  cada vez mais preciso a me força a ter esse hábito. Como vocês são?

Parar também de tentar programar minha vida por causa dessa mudança ou tentar programar independente de qualquer coisa. Nada vai sair do modo como planejei exatamente e eu tenho que assimilar que isso é normal,  é natural não conseguirmos ser “videntes”. E quando a gente menos espera, coisas boas aparecem, né? É isso ocorre em qualquer área da nossa vida.. quando menos esperamos, ficamos apaixonadas.. quando menos esperamos, alguém nos surpreende de uma forma que jamais pensamos. E não é que, no final, achamos que maravilhosa a surpresa?

Não estou falando que não devemos ter metas, objetivos ou até mesmo planejamento. Precaver-se ou estar “preparado” é necessário para o nosso dia a dia. Porém, o que eu menos gosto (principalmente, em mim) é que tentamos calcular todas as hipóteses e ficamos tão tensos antes que, quando ocorre, já não sentimos o que realmente poderia sentir.

E, por fim, quantas vezes deixamos a preocupação tomar conta de nós e transforma-se em um ataque louco em comida? Até quando vamos deixar isso acontecer?

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ps: Fiquei um tempo off, pois muita coisa está acontecendo na minha vida e não tenho conseguido escrever aqui, porém, tenho posts programados na minha cabeça a escrever. Quando tiver tempo, pouco a pouco vou escrevendo. Essa mini reflexão é um espelho da minha vida atualmente. Muita coias mudou e ainda vai mudar no meu dia a dia e, assim que puder, compartilharei tudo com vocês, ok? 😀

Beijos

Autossabotagem: física

Nossa mente é foda. Ela pode ser nossa melhor amiga (quando bem treinada) e também a nossa pior. Nos últimos dias, ela não tem me ajudado tanto e cai algumas vezes em tentação por excesso de cansaço e por não ter ouvido realmente meu corpo quando ele pediu descanso.

Eu já sabia que essa semana seria intensa e mesmo assim, acho que não me preparei para ela. Primeiramente, eu tenho uma dificuldade ENORME em dormi cedo, principalmente, se chego tarde da academia. Fico elétrica e só consigo dormir por volta de 1 da manhã, sendo que acordo as 6 quase todo dia, porém essa semana não teve exceção e dormi até menos do que 5 horas por dia, dormindo 1 acordando 6. Resumo? Ataquei os doces. Terça e quarta foram de longe os piores dias e nos quais ataquei mais doces. Comi, sem necessidade, os biscoitos da vaquinha (sim, aquele de leite!).

Vendo meu estado físico, quarta faltei a academia e dormi simplesmente das 19 as 6 da manhã e não vou negar, acordei também cansada, parece que meu corpo precisava de mais horas para descansar. Ontem meu dia também foi intenso e com isso, não fui a academia também. Não dormi tão cedo, mas descansei, principalmente, a mente (em breve, espero contar melhor o porquê disso, por enquanto vou manter segredo).

Dessa forma, resolvi escrever sobre como nós mesmos nos sabotamos sem ao menos perceber. Eu, por exemplo, poderia ter feito o esforço de ter ido dormir mais cedo, porém não fiz e, além disso, perdi o total controle comendo os biscoitos mesmo sabendo que era reflexo da minha falta de sono e do fato de ter pego pesado na academia 2 dias seguidos que meu corpo pedia menos. Poderia ter resistido mais ihihihihih.

Temos que entender que todo mundo tem limite, se a semana é intensa, temos que diminuir nosso ritmo em outras coisas. Eu, obviamente, aprendo isso na marra, aprendo chegando à beira do limite, pois na minha cabeça é ainda difícil perder 1 dia de exercício ou ser menos do que poderia ser.. o que, na verdade, é uma grande mentira.. não sou mais ou menos, pois deixei de ir na academia ou me alimentei pior em um dia. Como falei no outro post, serão muitas horas no divã comigo mesmo para realmente incorporar esse ponto.

Por fim, quero compartilhar com vocês a reportagem da revista O2 desse mês que me motivou a escrever esse texto e compartilhar essa minha última semana.  Espero que vocês consigam se ouvir e principalmente, compreender os sinais que o corpo emite quando chega ao seu limite. Não tente ser mulher maravilha ou super homem, nós não somos perfeitos e nunca seremos. #tenhoqueentendertambém

Hoje ainda será bem intenso, ficarei o dia off, mas tudo vai melhorar, afinal, hoje é sexta e temos o final de semana para relaxar :D!!

AutossabotagemBoa sexta !!!

beijos

No divã consigo mesmo

tempoDe longe, um dos maiores desafios em nossas vidas, é lidar com nós mesmos. Já fiz vários posts sobre isso, mas sempre acho que vale mais um para nossa reflexão. E antes de mais nada, vale lembrar: o que eu quero com esses posts mais reflexivos é que você crie consciência dos seus limites, dos desafios e, principalmente, que eles te ajudem a melhorar seu amor próprio.

Depois de tantos dias, meses e daqui pouco serão anos, eu sei que o mais difícil é me entender, me aceitar e aceitar principalmente minhas falhas e meus limites. Foi apenas a partir dessa minha dificuldade (afinal, tem alguém que consegue se entender por completo? #meensina) e principalmente, de saber a real necessidade de me entender, eu comecei a prestar atenção nos meus atos e compreender alguns mecanismos ao longo da minha vida para descontar minhas frustrações na comida. Por isso, comecei a prestar atenção nas “famosas vozes” que já citei por aqui que tanto nos perturbam e nos tiram do eixo.

Além disso, comecei a perceber que, a partir do momento que comecei a falar para mim mesmo que conseguiria atingir tal objetivo, ele, por mais difícil que fosse, tornava-se menos complicado do que achava. Isso é um fato, nossa mente é perfeita nesse sentido. Você consegue manipulá-la a seu favor (e também para o desfavor #haha)…você consegue construir uma confiança que até então era inexistente internamente. Apenas com mudança de pensamento, com uma mudança de atitude. E o pior é que realmente funciona  e só depende de você.

Sempre tentei e ainda tento compreender como desenvolvi alguns mecanismos de “válvula de escape” para comida, como meu corpo e minha mente começaram a entender que comer um pacote inteiro de biscoito me faria feliz. E o porquê disso. Não decifrei todos os meus “códigos” e “links” internos, mas diariamente tento fazer essa reflexão e tento entender o porquê de ainda ver na comida um alívio para alguma dor.

Foi apenas, por meio disso, que entendi coisas simples como por ex: se estou abalada emocionalmente, é melhor não abrir um pacote, pois independente do que tenha dentro, eu vou comer todo. E foi assim que parei de ter alimentos tentadores na minha casa, na minha bolsa e subitamente o impossível começou a surgir: parei de comer compulsivamente em inúmeros momentos que até então parecia impossível. Posso até dizer que consegui diminuir esses momentos de descontrole em uns 70%, porém ainda restam 30% para decifrar e sei que com tempo e paciência conseguirei fazer isso.

Como eu consegui isso? Dedicando tempo a mim mesma. Foi no momento do descontrole que parei e respirei, contei até 10 (se necessário até 100000000) e me perguntei “por que estou comendo?”. Muitas vezes eu não via, inicialmente, um motivo, mas ai repensava sobre meu dia, minha semana, sobre meu mês e via que o comentário que o menino da faculdade soltou realmente me machucou ou que simplesmente, o dia chuvoso me lembrava uma situação triste. Nunca foi fácil descobrir o motivo por trás dos meus atos, das minhas ações. Com o tempo, ficou mais claro. Porém isso só deu e só dá por meio de tempo. O que importa é que a gente consegue realizar esse exercício sem depender de mais ninguém, apenas da gente.

Dedique tempo a auto reflexão não só quando você está “calmo”, porém também quando está estressado. É fazendo várias análises em vários momentos diferentes que vamos conseguir aos poucos realizar uma análise mais completa. Senta no divã consigo mesmo: fale para você mesmo em voz alta o que lhe incomoda, fale para você suas insatisfações, tenha claro suas falhas, suas vitórias, seus planos… seja honesta com você mesmo, seja você mesmo com você mesmo (uia!).. sem máscara, sem artifícios e principalmente, sem comida para se esconder e se esquecer em um mar de ilusões.

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Bons momentos & Lembranças

Quem me segue no instagram (@emagreceinst) sabe que sexta fui no Show do Lulu Santos e há quanto tempo não vou a um show! Foi muito divertido e, embora adore as músicas do Lulu, tinha me esquecido o quanto de voz ele tem e também o quanto são boas as músicas! Uma letra mais bonita que a outra. E foi exatamente por isso que resolvi fazer esse post.

Algumas músicas deles me lembraram momentos bons da minha vida, outras nem tantos e algumas outras me fizeram refletir. Como vocês já devem ser, eu sou muito sensível ihihhihi. Eu choro por tudo, me emociono com muitas coisas e fico remoendo algo na minha cabeça sempre.

Letra de música é uma das coisas que me mais me faz pensar sobre minha vida, meu futuro, meus objetivos.. enfim, sobre tudo. Por isso, as vezes me pego chorando ouvindo ou simplesmente lendo uma letra. Parece maluquice, mas não é.. eu sou assim.

Vendo novamente os vídeos que fiz do show, resolvi compartilhar uma música dele e dessa vez, vou colocar a letra para nossa reflexão 🙂

Tempos Modernos

Eu vejo a vida melhor no futuro

Eu vejo isso por cima de um muro de hipocrisia que insiste em nos rodear

Eu vejo a vida mais clara e farta

Repleta de toda satisfação que se tem direito do firmamento ao chão

Eu quero crer no amor numa boa

Que isso valha pra qualquer pessoa

Que realizar a força que tem uma paixão

Eu vejo um novo começo de era
De gente fina elegante e sincera
Com habilidade pra dizer mais sim
Do que não, não, não

Hoje o tempo voa amor
Escorre pelas mãos mesmo sem se sentir
Não há tempo que volte amor
Vamos viver tudo que há pra viver
Vamos nos permitir 

(…)

E vocês gostam  do Lulu também?

Beijos 🙂