Diário de San Francisco: Quebrando Medos #1

Eu sou uma pessoa extremamente medrosa, porém, eu sou maluca haha, por isso, normalmente, eu não aparento ser medrosa, pois tento sempre enfrentar meus medos nas oportunidades que aparecem. Dessa forma, quando falo isso para meus amigos, eles brincam comigo falando que “eu não sou nada disso”, mas mal sabem eles o quanto sofro internamente para fazer algumas coisas (enfrentar medo dói!).

Como boa virginiana, eu gosto de coisas estáveis e seguras. Não sou muito fã de mudanças, sou muito metódica e bem chata. HAHA Agora vocês conhecem meu “dark side” – lado negro. No entanto, ao mesmo tempo que essas características sejam ruins em muitas situações, elas são boas em outras (pelo menos, eu vejo assim). Por ex, antes de fazer muitas coisas, eu analiso, penso e vejo se vale a pena fazer; eu normalmente planejo tudo que quero fazer para que tudo dê certo e menos imprevistos ocorram; eu sempre exijo o meu máximo, odeio desistir e me sentir fracassada (talvez seja por isso que consigo ter motivação e determinação que vocês tanto comentam) e etc.

Enfim, características a parte… o fato é: como eu odeio me sentir fracassada e “quebrar meus medos” é uma das minhas metas, aproveitei uma das atividades oferecidas pela escola em SF para iniciar o processo de ruptura de um medo (acredito que certos medos você sempre terá que trabalhar em cima, não será apenas com uma única experiência que você o perderá totalmente, porém uma sequência de experiências). Nesse caso, a atividade era escalada indoor. Sabe aquelas paredes para escalar que normalmente tem em festa de criança? Então, essas mesmo, porém bem maiores e bem mais difíceis!

Para quem não sabe, eu não sou muito fã de altura, na verdade, não é que tenha pavor de altura, mas se posso evitar, eu evito. Além disso, para escalar bem, você tem que estar no seu peso certo, pois você precisa “sustentar” seu corpo com seus braços e pernas. Não estou falando que quem está acima do peso não pode escalar, mas o excesso dificulta e torna algo que é para ser prazeroso em “doloroso”. Por fim, você precisa de certa flexibilidade, pois nem sempre as pedras nas paredes são próximas e é fundamental a elasticidade, outro ponto que normalmente quem está acima do peso não possui muito. Dessa forma, escalar para mim representava: 1) superar meu medo de altura e 2) ser capaz de segurar meu próprio peso.

Não vou dizer que foi fácil, mas não foi tão difícil quanto imaginei. Meu coração acelerou, a aflição de não conseguir ir bem apareceu e a vontade de desistir bateu também, porém como tinha pago 30 dólares para escalar, eu não ia desistir né? hahaha #pãodura

IMG_4826

Como parte da escalada, você tem que ter um companheiro. No meu caso, quem foi a minha foi a minha amiga coreana  Bosung! E a foto acima é a parede inicial de escalada (sim, a parede na qual as crianças vão). Por incrível que pareça, meu coração quase saiu pela boca e senti todas as reações possíveis que o medo faz no seu corpo: descarga de adrenalina, aceleração cardíaca, tremores, aumento do suor e etc. Senti isso todas as vezes que fui nessa e na outra parede. Com o passar das tentativas, as reações diminuíram sua intensidade mas não elas somem (infelizmente). Então, é como eu falei: temos que ir aos poucos quebrando e sem dar muito espaço entre as atividades, pois se dermos, o medo ressurge com força total.

A parte mais difícil não é subir e sim descer, pois está na mão do seu parceiro a velocidade da sua descida. Além disso, como ex-gordinha, eu achei que meu peso fosse capaz de me tacar no chão em menos de 5s hahaha, logo, quando cheguei lá no topo da parede menor, eu congelei e não descia de jeito nenhum, até que todo mundo começou a gritar para descer e tive que criar coragem para confiar em minha parceira e também no fato de meu peso não faria isso comigo haha. Foi difícil, mas consegui!

climb indoor

Eu e minha parceira, Bosung!

Como sou muito exigente, não me contentei em escalar 4x a parede pequena, tive que ir para um desafio maior e resolvi encarar uma parede mais alta (alguém me acha na foto abaixo?). Senti tudo novamente, porém a sensação que tive depois de quase 2 horas escalando foi ótima. Além disso, queimei umas boas calorias #adoro

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Pretendo continuar escalando, porém aqui no Rio não achei muitas opções de locais. Encontrei essas aqui e vamos ver se consigo ir de vez em quando em algum deles escalar, né? 

E vocês já escalaram? E quanto aos seus medos já estão superando alguns esse ano?

Beijos,

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6 pensamentos sobre “Diário de San Francisco: Quebrando Medos #1

  1. Morro de vontade de fazer escalada! Esta na minha wishlist “magra”, pode ter certeza!!! Quem sabe um dia eu curta tanto fazer a indoors que eu vá para a coisa “de verdade”. Eu faço muitas trilhas e sempre me imagino descendo uma cachoeira de corda! deve muito legal!!!! ( e eu tb morro de medo de descer, porém adoro altura rs. Acho a subida sempre mais “facil” )

    Bjs

    • Você é MUITO mais corajosa do que eu. Eu NUNCA (ok, nunca diga nunca haha #exagerei) faria escalada em montanha, ao ar livre.. ainda mais em cachoeira!! ia morrer de medoooooo!! mas fazer indoor antes é um ótimo treino para depois ir para a “real”, super indico!!!
      adorei saber que isso está na sua wishlist magra, tenho certeza que em breve irá realizar!!!
      beijos, querida

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  3. Pingback: Experimentando: Slackline | E agora?

  4. Oie!
    Queria saber se voce chegou a testar algum dos lugares aqui no rio. 🙂
    Tambem estou procurando um lugar parecido com os de fora por aqui mas ta meio hard, a maioria e academia mesmo.
    vlw 🙂

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